- Detalhe/ A nova série de esculturas móveis de André Komatsu aborda as assimetrias econômicas e as relações de dependência entre a América Latina e os Estados Unidos. Em Sem Título (31/10/2025), o artista materializa a disparidade cambial entre o dólar e o peso argentino no dia da produção da obra: quatro moedas de 25 centavos de dólar são equilibradas por uma quantidade exponencial de centavos argentinos. Suspensas sobre segmentos de arame farpado — material historicamente associado à expansão territorial, ao controle e à exclusão — as moedas tornam visíveis relações desiguais de poder. Enquanto os centavos argentinos permanecem presos às extremidades da estrutura, as moedas norte-americanas pendem de uma corrente dourada, evocando riqueza e influência econômica. Ao transformar uma relação monetária em uma estrutura escultórica, Komatsu revela as dinâmicas de dependência, endividamento e desequilíbrio que sustentam a economia global, questionando os custos necessários para manter a aparência de estabilidade em uma ordem marcada pela desigualdade.
- Transição normativa/ 2025 / Tubos equipados, abraçadeira de aço, correntes de aço,lampada led, livros, madeira, celular,- facão, martelo, folha de papel A4, luvas de trabalho usadas, lapiz grafite,bloco de concreto, pedra, nivel de prumo, arame de aço, tabuleiro de xadrez,jornal e objetos de concreto / 600 x 600 x 550 cm
- DetalheUma estrutura escultural de 35 metros quadrados, delicadamente construída a partir de tubos de aço comuns encontrados em projetos de construção, emerge como um monumento à fragilidade e à força, simultaneamente. Com seus 6 metros de altura e lados igualmente dimensionados, a estrutura central é um testemunho da maestria humana sobre materiais brutos, unificada por grampos de aço que conferem um senso de integridade e conexão. No entanto, repousando delicadamente sobre esta base aparentemente sólida, estão pequenos objetos esculturais, cuja presença interrompe e contrabalança a harmonia estrutural. Esses objetos parecem congelados no tempo, emanando uma aura de petrificação que contrasta com a fluidez dos tubos de aço. Eles não apenas desafiam a estabilidade física da instalação, como também evocam metáforas sobre sistemas de poder e autoridade, representando o peso e o contrapeso que permeiam as estruturas hierárquicas da sociedade. Uma intrincada rede de correntes de aço atravessa a estrutura, conectando-se a cada um desses objetos esculturais. Esta teia metálica não apenas suporta os elementos individuais, mas também tece uma narrativa visual de interdependência e tensão, simbolizando as complexidades das relações de poder e controle.





























